04 agosto, 2009

Celebrações intrínsecas

Retinas eufóricas, malabarismos sensitivos, gosto é da fúria do toque – do que se vê – visceralmente. Devorar o cromático. Prefiro caminhar com a sensação de amanhecer-se. Equilibrar-se até cair, pois quando caímos vem junto o confete, a serpentina e a gente sai por aí de pés descalços fazendo carnaval pelos cantos, ebulindo-se. Mesmo que dentro de si. O perigo a gente enfrenta com o riso, do mesmo jeito é com as tempestades silenciosas e até com as sutis conturbações mentais. O passatempo é arrepiar-se. Arrepios. Resultante das sínteses emotivas diárias. A alma é objeto controlador, dizem, e apesar de tão descontrolada alma, vivo. Veja, meu bem, abraça quem te abraça, o universo afora grita, engula-o.

Um comentário:

Junior disse...

lembrei de gabriela kimura