01 janeiro, 2009

para os (in)versos

Não suporto mais estas toneladas vazias sobre mim. Sim, você foi meu grande amor mas agora só exalo os suspiros ofegantes e satisfeitos pós-sexo que você não me propocionou. Quero um cigarro. Não importa se hoje és o cravo, acontece que nem pétalas resta à rosa despedaçar. Tenho alergia a mofo, leve embora suas tralhas. Acho extrema idiotice essa inutilidade de citar e completar poemas e versos num ato de falsa-sensibilização à dois, odeio lirísmos exagerados. Chega de pieguisse. Nada de querida. Sorria, e dobre a esquina. Tais restos que aqui ficaram vão embora como gradativamente escaparam, como numa espécie de porcentagem. Não beba exessivamente e também não volte a se contra-dizer com meras palavras vis e virís. Vou puxar de mim a última e marcada gotícula de desejo que fura minha córnea, prometo parar de fumar também. Catarei os cacos, vou dar a largada inicial e nada de ceticismos dessa vez, não mais. Artes-visuais de água sanitária sob fotografias antigas. E o esquecimento saiba que bem mereces. Minha pele agora regurgita ao toque teu. Arripiei-me. Agora, vai, sobes ao céu, e manda-me o último beijo.

Um comentário:

Anônimo disse...

palavras iradas, arrisco dizer.

gostei!