13 abril, 2008

Desando. E me rendo. Ainda assim não compreendo. Foi ontem que tu me olhavas com olhos de chuva enquanto eu estendia as roupas limpas no varal. Quisera eu saber um pouco de ti. Quisera eu compreender o pouco de ti que me preenche, ou o resto de ti que me tomas o pouco espaço? Quisera ti, um dia. Ainda assim não compreendo. Saí para procurar o vento e só encontrei espaços lotados de vazio. Enquanto chovia "Depende da distância dos pontos, a distância entre os pontos finais" a física explica. Ainda assim não compreendo. Sabes, eu encontrei explicação pra tudo que talvez nem existisse. Desando. E me rendo. E de novo me tomas com olhos de chuva enquanto aqui dentro era só sol. E ainda assim não compreendo.

3 comentários:

arthur disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
arthur disse...

Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objetos patéticos.
Cursos paralelos
Frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
“Paralelos que se encontram no infinito...”
No entanto sós por enquanto.
Eternamente dois apenas.

Anônimo disse...

"aqui dentro era só sol"
=~~