Mas para ela nunca tinha sido diferente. Continuava a olhar diversas vezes pra o mesmo ângulo de coisas desenquadradas. Olhar, e não sentir absolutamente nada. - Pois seria impossível chamar aquilo de sentimento, não é mesmo? - Não passava de energias pesadas, tédio, acidez e todas essas coisas que geralmente se delimitam entre as formas quadráticas, cheias de pontas e sem nenhum tipo de acabamento. Chamava aquilo de anti-estético, relacionamento anti-estético. Uma porção de imagens não-fotografáveis, experimentalismo do caos. Não abusaria, pois, dessa situação. Queria por curiosidade ver a que merda de geometria plana ou não-plana aquilo tudo chegaria. Simples. E havia quem dissesse: Antes não era assim. E era como manchar de vez com todo aquele antiesteticismo, tornando-o a mais nada. Agora, sem pragmatismos, sem inconveniências, sem casualidades, sem formas, sem geometrias e sem estéticas nenhuma: via-se o fim de um relacionamento.
Um comentário:
belo.
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