O espaço que se era ocupado pela distância, costumava passar em milésimos de segundos, movimentos giratórios, desfocados - que aguçavam quando se dava o borrão das lágrimas. Geralmente nas madrugadas frias. Adoçadas com o sabor do gin, e a menta do cigarro, que ainda assim, amargavam. Igualmente a distancia. Uma constante busca de vazio, ocupando e preenchendo vazios. À espera do claro que acalmasse, da maneira que podia focar-se em um único sol e perceber que este reveste o mesmo teto. E assim, a distância diminuia de proporção, se é que disso a fazia menos cruel. Minha vida em melodia, se esvaía em cada nota que escapava de minhas mãos trêmulas sobre cordas, ausentes. Mas minha voz rouca, já não podia mais faze-lo. E no instante, o silêncio tornava-se integro do vazio, e por sua vez do espaço, e da distância. Até que, era interrompido pela cidade que acordava aos poucos, e eu deitava.
Um comentário:
lindo!
Postar um comentário