23 maio, 2007

Os quatro do café.

Nem quatro a mais, nem quatro a menos. Foram exatamente os quatro minutos do café. Às sete ela estava em frente a porta a despedir-se com o até logo de barriga vazia. Talvez se eu não tivesse voltado pra fechar a torneira, ou tivesse pego a xícara mais próxima. Ou até mesmo, não tê-la persuadido para que ao menos desse uma ou duas goladas para enganar o estômago. Talvez se tivesse lhe poupado tamanha preocupação, e até mesmo o beijo com gostinho do café amargo. Pudesse o elevador estar no quinto, ou mesmo no quarto, mas não no terceiro. Pudesse ela ter retardado, ou até mesmo apressado seus passos. Poderia eu, ter dito só mais alguma palavra. Mas, Madalena morreu às sete e quatro. Atrapalhando o trânsito daquela manhã.

2 comentários:

Iomana Rocha disse...

:)
[e isso ai...

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.