Já ele não entendia nada, mas eu falava e falava, e parecia estar pintando um quadro com pinceladas rasantes de tintas que eu sei que desapareceriam logo em breve. Eu ria por dentro, e tinha certeza que as palavras doces que eram pra chegar do outro lado, eram transformadas em intermináveis, incomodantes e ermas palavras amargas durante o percurso.
Ps.: Não era cerveja, era vinho.
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