12 outubro, 2008

Dia desses o céu conheceu as cores. Ora, veja, o vento. Fostes e rodopiastes por tantos fios e chão deixando-me uma pipa cheia de cor. Não poucas foram as vezes que tentei tatear-te enquanto respirava a fumaça que restou de quando queimava-mos a liberdade em tentativa de levá-la pra dentro de nós. A pipa à um longo tempo permaneceu intacta, à outros tantos, toda aquela vasta imensidão infinita variava em únicos tons celestes, mesmo dormindo e acordando frente à frente, todos os dias, diante de uma imensa palheta de cores. Que dirá distante, intocável, mas ao mesmo tempo a possuindo inteira. E de repente, o céu, a pipa, as cores. Restituiam-se, enfim. Começou-se a sentir, o vento chegava aos poucos.

E isso era um bom sinal.

2 comentários:

Junior disse...

muito lindo!! =D

nãosei disse...

caramba geniaaal!