Não mais. Ontem quis calor hoje imploro pelo frio, e a idéia simulada à um segundo atrás vai ao desencontro de meus princípios nos próximos dois minutos. Quero água, mas não tenho sede. Esculacho o vazio, logo após quero completar-me. Completo-me. E assim imploro pelo vazio. Quero, não quero, quero, não quero, quero. Não quero. Faço. Desfaço-me. Des-fa-ço-me. Não quero pensar, nem quero ter que pensar. Abusei. Simples. Entendeu?
Preciso crescer.
Quero correr. Ultrapassar os fatos e voltar na estaca zero. Ontem agradeci enlouquecidamente por ter em mim um coração, ou algo enfiado nele. Hoje não quero empanturrar-me de álcool, não quero gritar, quero aproveitar minha sobriedade, como bater de frente com a realidade pura gritando na minha cara algo torturante. Até que eu me acostume. Choro. E desde então começo a gargalhar-me. Choro novamente por quão patética tornei-me. Entrei num labirinto e não tenho certeza se quero sair dele. O êxtase da perfeição de hoje de manhã, acabou-se por cair de meu conceito, e ainda não é cinco da tarde. E desde então, não existe mais perfeição. Hoje pergunto-me qual a melhor forma de amputar-me o peito.
Mentira.
Você acabou por se tornar o nó, que me une ao meu peito, que se une a você e que se une a toda essa inconstância, como um circulo vicioso. E por certo, amputarei-me o peito, quando enfim esse nó for desfeito. Eu te amo. E certamente essa é a unica coisa que permanece constante. Hoje não quero frio, nem calor, nem água, nem álcool, nem realidade, nem peito, nem você, nem ningúem.
Só quero escrever.
"Não quero rosas, desde que haja rosas" F. Pessoa
É.
Mentira.
Você acabou por se tornar o nó, que me une ao meu peito, que se une a você e que se une a toda essa inconstância, como um circulo vicioso. E por certo, amputarei-me o peito, quando enfim esse nó for desfeito. Eu te amo. E certamente essa é a unica coisa que permanece constante. Hoje não quero frio, nem calor, nem água, nem álcool, nem realidade, nem peito, nem você, nem ningúem.
Só quero escrever.
"Não quero rosas, desde que haja rosas" F. Pessoa
É.
Um comentário:
monstro burro!
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